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domingo, 13 de fevereiro de 2011

"ED MOTTA"


Eduardo Motta, mais conhecido como Ed Motta o Gordo, (Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1971) é um cantor, compositor e produtor musical brasileiro. A música de Ed Motta está enraizada nos estilos Funk/Soul e Disco, mas visita muito bem o Jazz, a Canção, a bossa nova, o reggae, o rock, e as trilhas sonoras de filmes como Pequeno Dicionário Amoroso, A Partilha Sexo, Amor e Traição e animações como Tarzan e A Nova Onda do Imperador, ambos da Disney. Com esta diversidade de estilos e vários álbuns lançados no exterior, Ed Motta possui uma reconhecida carreira nacional e internacional. Já tocou e gravou com inúmeros nomes do cenário mundial, como 'Incognito', Bernardie Purdie (baterista do 'Steely Dan'),
'4chan', 'Jazzinho' (grupo português), entre outros.
Sobrinho do compositor carioca Tim Maia, Ed Motta ficou conhecido no fim dos anos 1980, com as composições Manuel, e Vamos dançar, que gravou com a sua então banda Conexão Japeri. Nos anos 1990, retornou às paradas de sucesso com os hits Fora da lei, Vendaval e Colombina (esta, lançada em 2000).

Além de multi-instrumentista, Ed também é colecionador de discos(possui mais de 30 mil títulos), fã de quadrinhos europeus e notório apreciador
de vinhos, cervejas e chás.
Lançou em 2008 seu nono álbum de estúdio, Chapter 9, seu primeiro disco totalmente cantado em inglês, onde gravou todos os instrumentos.
No segundo semestre de 2009, lançou o álbum Piquenique.




Discografia

Com o Conexão Japeri

Ed Motta & Conexão Japeri - 1988

Solo

Um Contrato Com Deus - 1990
Entre e Ouça - 1992
Manual Prático Para Festas, Bailes E Afins - 1997
Remixes E Aperitivos - 1998
As Segundas Intenções do Manual Prático - 2000
Dwitza - 2002
Poptical - 2003
Aystelum - 2005
Chapter 9 - 2008
Piquenique - 2009

Álbuns ao vivo

Ao Vivo - 1993
Ao Vivo (duplo) - 2004

DVD

Ed Motta em DVD - 2004

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

"FÁBIO"


Juan Senon Rolón (Orqueta, Paraguai, 9 de fevereiro de 1946) mais conhecido simplesmente como Fábio, é um cantor paraguaio naturalizado brasileiro e
radicado no Brasil.
Estourou nas paradas de sucesso com Stella, gravada em 1969. Com Tim Maia chegou a compor alguns sucessos, e ao longo da carreira gravou 23 discos,
conquistando importantes prêmios.
Também é conhecido por gravar vinhetas para a Rádio Globo do Rio de Janeiro, em que diz, com eco, o nome da emissora, precedido de um assovio; e dos times cariocas de futebol. Todas essas vinhetas até hoje estão no ar.
Atualmente reside na cidade do Rio de Janeiro.

sábado, 4 de setembro de 2010

"SEU JORGE"


Jorge Mário da Silva (Belford Roxo, 8 de junho de 1970) mais conhecido como Seu Jorge, é um ator, cantor e compositor brasileiro de MPB, de Samba e Soul.
rimogênito de quatro filhos, Charles, Vitório e Rogério.
Seu Jorge teve uma infância dura, mas tranquila.
Começou a trabalhar com dez anos de idade em uma borracharia, primeira de várias ocupações como contínuo, marceneiro e office-boy.
Serviu ao exército brasileiro em 1989-1990, no rio de janeiro, no Depósito Central de Armamento-DCArmt, fez curso de corneteiro militar no 2º Batalhão de Infantaria Motorizado Escola(Regimento AVAÍ), mas não adaptou-se à vida militar, sendo licenciado em janeiro de 1990. As variadas profissões nunca ofuscaram o seu verdadeiro desejo de se tornar músico. Desde adolescente, frequentava as rodas de samba cariocas acompanhando o pai e os irmãos em bailes funks e Bailes charmes da periferia, e cedo começou a se profissionalizar cantando na noite.

Foi aí que a morte de seu irmão Vitório em uma chacina levou a família à desestruturação, e Seu Jorge acabou virando sem-teto por cerca de três anos. A nova virada se deu quando o clarinetista Paulo Moura o convidou para fazer um teste para um musical de teatro. Foi aprovado e acabou participando de mais de 20 espetáculos com o Teatro da Universidade do Rio de Janeiro, como cantor e ator.
Participou depois da formação da banda Farofa Carioca, que lançou seu primeiro CD em 1998 com uma competente mistura da ritmos negros de várias partes do mundo, como samba, reggae, jongo, funk e rap. A partir daí, Seu Jorge tem sua carreira engrenada e passa a participar de vários projetos, como um disco de tributo a Tim Maia e a participação em estúdio e na turnê da banda brasileira Planet Hemp, em 2000.
Seu Jorge é primo do sambista Dudu Nobre. Ganhou o apelido do amigo Marcelo Yuka.

Discografia

Seu Jorge[editar] Álbuns solo
Samba Esporte Fino (2001)
Cru (2004)
The Life Aquatic with Steve Zissou, Studio Sessions, Featuring: Seu Jorge (2005) pela Hollywood Records
América Brasil (2007)
América Brasil Ao Vivo (2009)

DVD

MTV Apresenta Seu Jorge (2004)
Ana & Jorge (DVD) com Ana Carolina (2005)
Seu Jorge - Live at Montreux 2005 (2006)
América Brasil Ao Vivo (2009)

Participações

Moro no Brasil, com Farofa Carioca (1997)
Tributo a Tim Maia (1999)
Casa do Samba 3 (1999)
A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, de Planet Hemp (2000)
Swing & Samba-Rock, de Clube do Balanço (2001)
Discotecagem Pop Variada, de Jota Quest (2002)
A Procura da Batida Perfeita, de Marcelo D2 (2003)
"Tranquilo!", DJ Marcelinho da Lua (2003)
Cidade de Deus, trilha sonora (2003)
"Estampado" de Ana Carolina, na música "Beat da Beata" (2003)
Favela Chic, Postonove 3 (2004)
Ana & Jorge AO VIVO, CD gravado ao vivo com a cantora Ana Carolina (2005)
Bambas & Biritas Volume 1, Projeto do ex-integrante do Funk Como Le Gusta Eduardo Bidlovski, com a música "E Depois" (2005)
"Olivia Byington" CD homónimo de Olivia Byington.
Seu Jorge participa no tema "Na ponta dos pés".
Samba com letra de Tiago Torres da Silva e música de Olivia Byington (2006)
Ô Moleque, com Conexão Baixada (2008)
Pode Acreditar (o meu laiá, laiá), com Marcelo D2 (2009)
Eu sou o samba, com Alexandre Pires (2010)
Seu Jorge e a banda Almaz, formada pelo baixista e compositor Antonio Maia juntamente com os músicos Pupillo e Lucio Maia da Nação Zumbi(2010)

Filmografia Na televisão

2007 - Brasil Brasil
2002 - Os Normais .... Babu
2005 - Mandrake, a bíblia e a bengala (2005) de Rubem Fonseca

Filmes

2010 - Tropa de Elite 2 .... Beirada
2009 - Beyond Ipanema
2008 - Carmo .... Amparo de Jesús
2008 - The Escapist .... Viv Batista
2007 - Sleepwalkers .... Lasso Dancer who works as an Electrician
2006 - Elipsis .... Coyote
2006 - Tarantino's Mind - (curta-metragem)
2005 - Casa de Areia .... Massu, de 1910 a 1919
2004 - This Is an Adventure
2004 - À la recherche d'Orfeu Negro
2004 - The Life Aquatic with Steve Zissou .... Pelé dos Santos
2002 - Cidade de Deus .... Mané Galinha
2002 - Moro no Brasil

quarta-feira, 2 de junho de 2010

" CASSIANO "


Genival Cassiano dos Santos (Campina Grande, 16 de Setembro de 1943)é um cantor, compositor e guitarrista brasileiro.
Cassiano é um dos precursores da Soul Music brasileira, suas influências incluem o rhythm & blues de Otis Redding, Stevie Wonder e outros, bem como o samba-canção de Lupicínio Rodrigues. No fim da década de 1940 mudou-se com a família para o Rio de Janeiro (RJ) e trabalhou como assistente de pedreiro. Foi nessa época que aprendeu com o pai os primeiros acordes de bandolim e violão.Iniciou a carreira aos 21 anos, tocando violão no Bossa Trio, que daria origem ao grupo vocal Os Diagonais, com quem viajou por cidades mineiras e baianas e gravou alguns compactos em diversas gravadoras e um LP na RCA. Em 1969, o grupo gravou pela Epic/CBS alguns compactos e um único LP "Cada um na sua", no ano de 1971, no qual o grupo incluiu "Não dá pra entender" e "Clarimunda", as duas de sua autoria. Ao lado de Tim Maia, Carlos Dafé, Banda Black Rio, Gérson King Combo e Hyldon, foi um dos precursores da soul music no Brasil. Influenciado tanto pela música negra norte-americana, particularmente Stevie Wonder e Otis Redding, quanto por Lupicínio Rodrigues. Devido ao comportamento controverso, assim como o do amigo Tim Maia, ambos se auto-intitulavam músicos doidões. Tocou ao longo da década de 1960 na noite do Rio e de São Paulo. Só viria a se tornar conhecido em 1970, quando participou como guitarrista no primeiro disco de Tim Maia, que gravou duas composições suas em parceria com Sílvio Rochael "Eu amo você" e "Primavera", que logo se tornaram sucessos naquele ano. Em 1971, lançou pela RCA Victor seu primeiro LP solo "Imagem e som". Neste LP, interpretou "Ela mandou esperar" e "Tenho dito", ambas em parceria com Tim Maia, e ainda "Primavera" (com Silvio Rochael) e "Uma lágrima". No ano de 1973, pela gravadora Odeon, lançou "Apresentamos o nosso Cassiano", disco no qual interpretou dez composições de sua autoria, entre elas "Cedo ou tarde" (com Suzana), "Me chame atenção" (com Renato Britto) e "Castiçal". Como cantor e intérprete, fez sucesso em 1976 com "A Lua e Eu" (com Paulo Zdanowski), tema da novela "O Grito", da Rede Globo, gravada no LP "Cuban Soul". No ano seguinte, obteve novamente notoriedade com a música "Coleção" (com Paulo Zdanowski), incluída na trilha sonora da novela "Loco-motivas", também da Globo.

No ano de 1978, por motivos de saúde, tendo que retirar um pulmão, foi obrigado a abandonar a carreira de intérprete, porém prosseguiu compondo.
Entre seus sucessos, destacam-se "Mister Samba", gravado por Alcione, e "Morena", por Gilberto Gil. Entre suas intérpretes está Nana Caymmi que regravou "Primavera" (c/ Silvio Rochael). Em 1988, Cláudio Zoli gravou "Não dá pra entender" (c/ Cláudio Zoli e Ronaldo Santos). No ano de 1991, participou do songbook de Noel Rosa, editado pela Lumiar, e lançou o disco "Cedo ou tarde", que contou com as participações de Ed Motta, Djavan, Marisa Monte, Luiz Melodia, Sandra de Sá, Karla Sabat e Cláudio Zoli e da banda Dancing Club, formada por ele na guitarra, Silvio da Costa na bateria, Jomar no baixo, Cássia Maria no piano e Júlio Gamarra na percussão. Nesse LP, além de sucessos antigos regravados, constam também novas composições, com destaque para "Know-how". Em 1998, foi lançada pela gravadora Universal a coletânea "Velhos camaradas" (Cassiano, Tim Maia e Hyldon), disco que reuniu alguns sucessos de cada um dos artistas. No ano seguinte, sua composição "Férias", parceria com Índio, deu título ao disco de Cláudio Zoli lançado pela gravadora Trama. No ano 2000, pela gravadara Dubas Música, foi lançada a coletânea "Coleções", com várias composições de sua autoria. No ano seguinte, em comemoração aos 100 anos da RCA, a empresa relançou em CD parte de seu acervo, no qual estão incluídos os LPs "Imagem e som" e "Cuban soul". Ainda neste ano, a gravadora Dubas Música, do compositor Ronaldo Bastos, convidou Ed Motta para organizar uma nova coletânea de suas composições. Neste mesmo ano, os Racionais MC's o convidaram para participar do novo disco dos rappers paulistas, e a banda carioca Clave de Soul, em seu primeiro CD, "Dançar é bom", interpretou de sua autoria "Tá dando mole".

Discografia

• Cada um na sua (1971) RCA LP
• Imagem e som (1971) RCA LP
• Apresentamos nosso Cassiano (1973) RCA LP
• Cuban soul - 18 kilates (1976) RCA LP
• Cedo ou tarde (1991) Columbia LP
• Velhos camaradas (1998) Universal CD
• Coleções (2000) Dubas Música CD
• Imagem e Som (2001)RCA CD

" TIM MAIA "


Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia
(Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — Niterói, 15 de março de 1998),
foi um cantor e compositor brasileiro. Alcançou o sucesso a partir da década de 1970 e tornou-se um dos mais influentes cantores brasileiros. Morreu vítima de uma infecção generalizada, após a tentativa de um show em condições de saúde debilitada.
Foi regravado por vários artistas, como Kid Abelha, Viper, Lulu Santos e Paralamas do Sucesso e recebeu até homenagens por parte de artistas do porte de Caetano Veloso e Jorge Ben Jor (W/Brasil).

Nascido no Bairro da Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, na Rua Afonso Pena 24, começou a compor melodias ainda criança e já surpreendia a numerosa família, era o penúltimo de 19 irmãos.
Destacou-se pelo pioneirismo em trazer para a MPB o estilo soul de cantar.
Com a voz grave e carregada, tornou-se um dos grandes nomes da música brasileira, conquistando grande vendagem e consagrando sucessos, lembrados até hoje, e que influenciaram o sobrinho, o cantor Ed Motta.
Tim Maia começou na música tocando bateria num grupo Tijucanos do Ritmo, formado na Igreja dos Capuchinhos próxima a sua casa, passando logo para o violão. Tim nessa época era conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly Bop-A-Lena de Ronnie Self (apelido que Jorge Ben tinha pelo mesmo motivo)
Em 1957, fundou o Grupo vocal Os Sputniks, do qual participaram Roberto Carlos, Arlênio Silva, Edson Trindade e Wellington, ao contrário do que muitos pensam Erasmo Carlos nunca fez parte do grupo; Erasmo fez parte do The Snakes, grupo que acompanhava tanto Roberto quanto Tim após o fim do The Sputniks. Em 1959, foi para os Estados Unidos, onde estudou inglês e entrou em contato com a soul music, chegando a participar de um grupo vocal, o The Ideals. No entanto 4 anos mais tarde viria a ser deportado de volta para o Brasil. Em 1969, foi chamado para gravar em dueto com Elis Regina a sua composição "These Are The Songs" no disco da cantora.

Seu primeiro trabalho solo foi um compacto pela CBS em 1968, que trazia as músicas "Meu país" e "Sentimento" (ambas de sua autoria, como todas as músicas sem indicação de autor). Sua carreira no Brasil fortaleceu-se a partir de 1969, quando gravou um compacto simples pela Fermata com "These are the Songs" (regravada no ano seguinte por Elis Regina em duo com ele, e incluída no álbum Em pleno verão, de Elis) e "What Do You Want to Bet".

Anos 1970

Em 1970 gravou seu primeiro LP, "Tim Maia", na Polygram, por indicação da banda "Os Mutantes", que permaneceu em primeiro lugar no Rio de Janeiro por 24 semanas. Neste disco, obteve sucesso com as faixas "Azul da cor do mar", "Coronel Antônio Bento" (Luís Wanderley e João do Vale), "Primavera" (Cassiano) e "Eu Amo Você".
Nos três anos seguintes, com a mesma gravadora, lançou os discos Tim Maia volume II, tornando-se cada vez mais famoso com canções como a dançante "Não Quero Dinheiro (Só quero amar)", na era Disco; Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, no qual se destacaram "Gostava tanto de você" (Edson Trindade) e "Réu confesso". Em 1975 gravou os LPs Tim Maia racional vol. 1 e vol. 2. Em 1978 gravou para a Warner Tim Maia Disco Club claramente inspirada pela Disco Music, Tim foi acompanhado pela Banda Black Rio, neste álbum gravo um de seus maiores sucessos, "Sossego".
Na década de 1970 entrou em contato com a doutrina Cultura Racional, liderada por Manuel Jacinto Coelho, um mestre de uma nova doutrina (que faz todos conhecerem de onde viemos e para onde vamos), quando lançou, (1975), os álbuns Tim Maia Racional, volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (palavra "amores" ao contrário e abreviação do próprio nome "Sebastião Rodrigues Maia").
São considerados por muitos os melhores de Tim Maia, com grandes influências de funk e soul e pelo fato de que nesta época Tim Maia manteve-se afastado dos vícios, o que refletiu na qualidade de sua voz.
Desiludido com a doutrina, percebeu que o mestre Manuel não correspondeu ao ideal de um mestre. O cantor, revoltado, tirou de circulação os álbuns, tendo virado item de colecionadores, devido à raridade. Deste disco existem várias pérolas, uma das quais é Imunização Racional.

Já nos anos 2000 foram descobertas novas músicas pertencentes à "fase racional", no que foi intitulado de verdadeiro "racional 3", podendo-se mencionar as faixas: "You Gotta Be Rational", "Escrituração Racional", "Brasil Racional", "Universo em Desencanto Disco", "O Grão Mestre Varonil", "Do Nada ao Tudo" e "Minha Felicidade Racional", disponibilizadas apenas na Internet.
Após o término de sua fase racional, Tim voltou a seu antigo estilo de música e vida e mais sucessos se seguiram: "Sossego" (do LP "Tim Maia Disco Club", de 1978), "Descobridor dos Sete Mares" (faixa-título do LP de 1983, que também trouxe "Me Dê Motivo") e "Do Leme ao Pontal" (de "Tim Maia", 1986).

Anos 1980

Lançou em 1983 o LP "O Descobridor dos Sete Mares", com destaque para a canção-título "O Descobridor dos Sete Mares" (Michel e Gilson Mendonça) e para Música "Me dê Motivo" (Michael Sullivan/Paulo Massadas) um dos seus maiores sucessos. Em 1985, gravou Um Dia de Domingo, também de Sullivan e Massadas, num dueto com Gal Costa, obtendo grande sucesso. Outro disco importante da década de 1980 foi "Tim Maia" (1986), que trazia o hit "Do Leme ao Pontal". Artista com histórico de problemas com as gravadoras, na década de 1970 fundou seu próprio selo, primeiramente "Seroma" e depois "Vitória Regia". Por ele, lançou em 1990 "Tim Maia interpreta clássicos da bossa nova", e mais tarde "Voltou a clarear" e "Nova era glacial". Em 1988, venceu o Prêmio Sharp de música na categoria "Melhor Cantor".

Anos 1990

Descontente com as gravadoras, Tim Maia retomou a idéia da editora Seroma e da gravadora Vitória Régia Discos, pela qual passou a fazer seus lançamentos. Regravado por artistas do pop (Titãs, Paralamas do Sucesso, Marisa Monte), Tim retribuiu a homenagem gravando "Como Uma Onda", de Lulu Santos e Nelson Motta, que foi grande sucesso nos anos 1990, juntamente com seu álbum ao vivo, de 1992. De Jorge Ben Jor, ganharia o apelido de "o síndico do Brasil", na música "W/Brasil". Ao longo da década, Tim gravaria discos de bossa nova (um deles com Os Cariocas) e de versões clássicos do pop e do soul ("What a Wonderful World").
Em 1993, dois acontecimentos impulsionaram sua carreira: a citação feita por Jorge Ben Jor na canção "W/Brasil" e uma regravação que fez de "Como uma onda" (Lulu Santos e Nelson Motta) para um comercial de televisão, de grande sucesso e incluída no CD "Tim Maia", do mesmo ano. Assim, aumentou muito a produtividade nesta década, gravando mais de um disco por ano com grande versatilidade: o repertório passou a abranger bossa nova, canções românticas,funks e souls. Também teve muitas composições regravadas por artistas da nova geração, como Paralamas do Sucesso e Marisa Monte.
Em 1996 lançou dois CDs ao mesmo tempo: "Amigo do rei", juntamente com Os Cariocas, e "What a Wonderful World", com recriações de standards do Soul e do Pop norte-americanos dos anos de 1950 a 1970. Em 1997 lançou mais três CDs, perfazendo 32 discos em 28 anos de carreira. Nesse mesmo ano fez uma nova viagem aos EUA.
Teve graves problemas com vícios. Chegava a beber três garrafas de uísque por dia, além do uso de maconha e cocaína. Colecionou desafetos e processos trabalhistas — de músicos contra ele e dele contra gravadoras —, além de renegar publicamente antigas amizades, ameaçar críticos e faltar a espetáculos. Exemplo disso foi o atraso de três horas para um show no clube Noites Cariocas; isto porque Tim desejou receber o cachê em espécie para cantar, e, mesmo após ter seu desejo atendido, recusou-se a pegar o bondinho por medo de altura. Passou anos sem se apresentar na Rede Globo e acusava o executivo da emissora, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, de ser o culpado pelo boicote. Outro conhecido inimigo ele denominava ETA, "Exploradores do Talento Alheio", formado por empresários e donos de casas de espetáculos.

Viveu nos Estados Unidos entre 1959 e 1963, até ser preso por posse de drogas, sendo em seguida deportado. Após voltar chegou a ser preso outra vez pelo furto de uma mesa e passou 11 meses encarcerado no Rio de Janeiro.
Tim Maia filiou-se ao PSB em 1997. No final de sua vida sofreu com problemas relacionados a obesidade, diabetes e problemas respiratórios. Durante a gravação de um espetáculo para a TV no Teatro Municipal na cidade de Niterói, no dia 3 de março de 1998, Tim tentou cantar, mesmo sabendo de sua má condição de saúde. Não conseguiu e retirou-se sem dar explicações; terminou sendo levado para o hospital numa ambulância, vindo a falecer em 15 de Março em Niterói aos 55 anos e com 140 quilos, após internação hospitalar devido a uma infecção generalizada. No ano seguinte, seria homenageado por vários artistas da MPB num show tributo, que se transformou em disco, especial de TV e vídeo.
Deixou dois filhos, Márcio Leonardo, o Léo Maia, e Telmo (caçula, que foi registrado oficialmente como Carmelo Maia, mas era Telmo como o pai o chamava). Léo Maia, o mais velho, foi assumido por Tim Maia ainda na barriga da mãe. Tim e Geisa haviam namorado, anteriormente, mas se separaram depois de algumas brigas. Quando reataram ela estava grávida e o grande mestre da MPB assumiu a paternidade. Ambos são filhos de Geisa. A paixão de Tim Maia pelos filhos era tão grande que no álbum de 1976 lançou a música "Márcio Leonardo e Telmo", onde profeticamente previu a carreira musical do filho Leo Maia (Marcio Leonardo). "O Marcio Leonardo veio na SEROMA pra tocar". SEROMA era o nome do selo de Tim Maia - abreviação de Sebastião Rodrigues Maia. Tinha orgulho em dizer que pai era quem criava e não quem colocava no mundo.

Homenagens

Em janeiro de 2001, em uma homenagem inusitada, o guitarrista Robin Finck do Guns N' Roses tocou uma versão rocker de seu sucesso Sossego, durante a apresentação da banda no Rock In Rio III.
Entre tantas homenagens de qualidade já feitas a ele a mais recente foi no dia 14 de dezembro de 2007, a Rede Globo homenageou Tim no especial Por Toda a Minha Vida.
Em 2009, o cantor foi homenageado no programa Som Brasil com participações de Leò Maia, Seu Jorge, Thalma de Freitas, Marku Ribas, Carlos Dafé, Taryn Spielman e a banda Instituto.

Discografia Álbuns de Estúdio


1970 Tim Maia LP e CD
1971 Tim Maia (volume 2) LP e CD
1972 Tim Maia (volume 3) LP e CD
1973 Tim Maia (volume 4) LP e CD
1975 Tim Maia Racional, Vol. 1 LP e CD
1976 Tim Maia (volume 5) LP e CD
1976 Tim Maia Racional, Vol. 2 LP e CD
1977 Tim Maia (volume 6) LP
1978 Tim Maia Disco Club LP
1978 Tim Maia em Inglês LP
1978 Tim Maia (volume 7) LP e CD
1979 Reencontro LP
1980 Tim Maia (volume 8) LP e CD
1982 Nuvens LP e CD
1983 O Descobridor dos Sete Mares LP e CD
1984 Sufocante LP e CD
1985 Tim Maia (volume 9) LP e CD
1986 Tim Maia (volume 10) LP e CD
1987 Somos América LP e CD
1988 Carinhos LP e CD
1990 Dance Bem CD
1990 Tim Maia Interpreta Clássicos da Bossa Nova LP e CD
1991 Sossego LP e CD
1993 Não Quero Dinheiro LP e CD
1993 Tim Maia Romântico CD
1994 Voltou Clarear CD
1995 Nova Era Glacial CD
1997 Pro Meu Grande Amor CD
1997 Sorriso de Criança CD
1997 What a Wonderful World CD
1997 Tim Maia & Os Cariocas: Amigos do Rei CD
1997 Só Você (Para Ouvir e Dançar) CD
1998 O Melhor de Tim Maia CD
1999 Soul Tim CD
1999 Inesquecível CD
2001 Tim Maia pra Sempre CD
2001 Warner 25 Anos CD
2002 Série Identidade CD
2002 Tim Maia Canta em Inglês: These Are the Songs CD
2002 Vou Pedir pra Você Voltar CD
2003 Forró do Brasil CD
2004 Soul Tim: Duetos CD
2004 A Arte de Tim Maia CD
2004 I Love MPB CD
2006 Novo Millennium CD
2006 Dançando a Noite Inteira (Jorge Ben Jor e Tim Maia) CD

Ao vivo


1992 Tim Maia ao Vivo CD
1998 Tim Maia ao Vivo II CD
2007 Tim Maia in Concert CD

" HYLDON "


Um dos grandes representantes da Soul Music Brasileira (ao lado de Tim Maia e Cassiano), o cantor, violonista e compositor baiano Hyldon nasceu em 17 de Abril de 1951 em Salvador - Bahia e aos seis meses de idade foi morar em uma cidade do sertão baiano, chamada “Senhor do Bonfim”, quase fronteira com Pernambuco. Lá viveu até os sete anos, quando se mudou para o Rio de Janeiro e nesta época trocou um relógio que ganhou no seu aniversário por um violão com seu Tio Dermy. Doce ironia do destino: Hyldon nunca mais usou relógio e não largou mais o violão.

Em 1965, influenciado pelos Beatles e incentivado pelo seu primo Pedrinho (guitarrista do The Fevers), montou uma banda chamada “Os Abelhas”. Esta banda, formada com garotos da sua idade, fez muitos bailes em clubes de Niterói e cidades vizinhas, tocou em programas de rádio (Paulo Bob) e até na televisão no programa “A Festa do Bolinha” do Jair de Taumaturgo, na extinta TV Rio. Quando Hyldon estava empolgado com os caminhos que a sua vida estava tomando, sua mãe decide voltar para o interior da Bahia. Duro foi convencê-la que já havia decidido que sua vida seria viver da música e queria continuar morando no Rio. Como só tinha 16 dezesseis anos, sua mãe concordou com a condição de que ele só ficaria no Rio de Janeiro se fosse morar com seu primo Pedrinho. Dito e feito, Hyldon passou a acompanhar o primo em todos os lugares. A mão do destino então deu seu toque mágico. Certo dia, o outro guitarristas dos “Fevers”, o Almir, faltou à uma gravação, alguém sugeriu que o Hyldon o substituísse, apesar de nervoso e suando na mão, ele se saiu muito bem. A partir daquele dia, passou a ser o reserva oficial da Banda. Esta oportunidade propiciou o contato com estúdios, maestros, músicos e produtores, e assim Hyldon realizava seu sonho de entrar para o mundo da música.

Sua primeira música foi gravada quando ainda estava com (17) dezessete anos e seu primo e tutor Pedrinho precisou assinar o contrato de edição por ele. A música – “Eu me enganei” – era cantada pelo argentino Robert Livi e para surpresa de todos, foi um sucesso, chegando a atingir mais de 100 mil cópias vendidas.

Hyldon começou então a ser reconhecido também como compositor gravando várias canções com Jerry Adrianni, Wanderley Cardoso, Wilson Simonal, Gerson Combo, Tony Tornado, Pedro Paulo, Elizabeth, Adriana, The Fevers, Rosa Maria, Carlos José etc. À procura de novas experiências musicais, aos poucos foi abandonando o grupo de seu primo, “The Fevers”, buscando seu próprio caminho. Passou a ser muito requisitado para gravações e shows; tocou com Os Diagonais (de Cassiano), Wilson Simonal, Eliana Pittman, Tony Tornado e Tim Maia (de quem foi parceiro). Participou de festivais como intérprete e como autor chegando a tirar segundo lugar num dos festivais mais importantes daquela época o Festival de Juiz de Fora, defendendo uma música do compositor Hélio Matheus - Mês de fevereiro. Fez amizade com Cassiano e Tim Maia que o incentivaram muito a gravar suas música cantando. Começou então a separar material e fazer os arranjos. Depois de quatro anos de preparação, estava pronto pra gravar seu primeiro disco autoral, procurou mostrar para algumas gravadoras, mas depois de algumas respostas negativas concluiu que melhor caminho para gravar um disco próprio seria produzindo-o, decidiu procurar Jairo Pires (Polydor) e Mazola (Philips), selos que pertenciam a Polygram, hoje Universal para iniciar uma nova fase. Essa nova faceta em sua vida, a de produtor musical, lhe ajudou muito. Com a experiência que ganhou nos estúdios, podia de antemão imaginar o som que buscava. Começou a participar da produção de diversos nomes consagrados como: Wanderléa, Erasmo Carlos, Wilson Simonal, Luís Melodia e Odair José. Com o passar do tempo começou a ser respeitado como produtor assumindo a direção musical de grandes projetos como 100 anos de Samba e 100 anos de Carnaval para a Polydor. Vivia na expectativa de gravar seu disco quando no dia da gravação de um cantor chamado Frank Land aconteceu o seguinte fato. Hyldon havia arregimentado o pessoal do Azymuth para essa gravação, só que o cantor perdeu o avião para o Rio, Hyldon avisou pra técnicos e músicos: – Bem gente, como o Frank Land não vem gravar, nós vamos aproveitar essa brecha e vamos fazer o meu disco. Foi assim que finalmente, conseguiu gravar seu primeiro disco (um compacto – pequenos discos de vinil com duas músicas somente) que incluía a balada "Na Rua, na Chuva, na Fazenda". Em pouco tempo a música foi “descoberta” por diversos comunicadores e programadores de Rádios como Tamoio e Mundial do Rio de Janeiro e a Rádio Bandeirantes de São Paulo. Não demorou para que outros estados seguissem o exemplo e em pouco tempo a música estava em primeiro lugar em todo o Brasil, era final de 1973. No ano seguinte o sucesso se repetiria com outro single, puxado pela canção “As Dores do Mundo”. Em 1975 – dois anos depois – finalmente chegava ao mercado seu primeiro LP, "Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de sapê)”. O Brasil cantou com ele “Larga de ser boba e vem comigo, existe um mundo novo e quero te mostrar”, que é a primeira frase de mais um sucesso: "Na Sombra de uma Árvore". À bordo desse disco, vieram outras pérolas como “Acontecimento”, “Sábado e Domingo” e “Vamos passear de bicicleta?”.

Em 1975 um pouco depois do lançamento do seu primeiro disco que apesar do sucesso continuava sendo preterido nas verbas promocionais da sua gravadora, decidiu passar uns dias nos EUA, uns dias que viraram meses, a cidade escolhida foi Nova York pra ver shows dos seus ídolos, The Temptations, Al Green, Diana Ross, The Supremes ao vivo no Apollo Theatre no Harlem, templo sagrado do Soul Music. Três artistas negros afro-americanos marcaram profundamente a vida do nosso artista, Ray Charles, Stevie Wonder e Marvin Gaye e foi o show desse último que mais marcou na sua viagem; Marvin Gaye no Rádio City Theatre – Acompanhado de orquestra e mais a sua banda, Marvin Gaye surgia do chão alinhadíssimo num terno branco cantando What’s goin’on. Nesse dia Hyldon chorou de emoção.
Morrendo de saudade da família, dos amigos, da comida e fugindo do frio, Hyldon resolveu voltar dispensando um convite da Gravadora Polydor para gravar em Inglês, trouxe na bagagem um álbum duplo do Earth, Wind and Fire e presenteou cópias para seus amigos músicos inclusive, Caetano Veloso Caetano Veloso, que inspirado nesse grupo chamou a Banda Black Rio para gravar aquele disco que tem Odara e Gilberto Gil que compôs “Palco” e gravou com um som bem próximo do E.W.&F. Hyldon e Tim Maia tinham gostos apostos enquanto o síndico preferia Ohio Players (Banda pouco conhecida no Brasil) Hyldon simplesmente achava a banda de Maurício White melhor até por que era latente no som da banda a influencia da música brasileira e ele sempre foi apreciador dessas quebras de protocolos musicais. Influenciado também pela era Disco que viu nascer na matriz, gravou a música “Estrada errada” no seu segundo álbum: "Deus, a Natureza e a Música" e compôs com o Síndico “A fim de voltar” para o Tim Maia Disco Club, o disco que tem sua guitarra em todas as faixas e a marca do seu balanço ficou perpetuado na dançante “Sossego”.

Em 1976 chegava às lojas o segundo disco de Hyldon - Deus, a natureza e a música – a primeira música de trabalho era a já citada Estrada Errada já com influencia das discotecas e do movimento disco que Hyldon viu nascer em New York. Surpreendeu ao seu público e principalmente o pessoal das rádios que esperavam uma sequencia do primeiro disco, recheado de baladas. Esse é o disco mais experimental da sua carreira, tem até uma mini ópera-rock chamada Sheila Guarany e uma das poucas vezes que ele gravou música de outros compositores, uma nova versão para “Pra dizer Adeus” de Torquato Neto e Edú Lobo e a faixa título do disco do seu amigo chinês Jacks Wú. Mesmo com todo o repúdio e discriminação, algumas músicas se destacaram. Foram elas: "Estrada Errada" e "Primeira Pessoa do Singular". Essa última com letra de Caetano Veloso.

As divergências de “opiniões” entre ele e a diretoria da Polydor continuaram, fazendo com que trocasse de gravadora e fosse para a Sony, em 1977 sai o seu terceiro álbum “Nossa Historia de Amor” produzido por Hyldon & Alex Malheiros. Disco no qual participaram Dominguinhos, Ed Lincoln, Maurício Einhorn, Zé Bodega, Márcio Montarroyos, e teve arranjos de cordas do lendário Waltel Branco (que por sinal era preto).

O próximo trabalho sairia somente em 1981, fruto de um show histórico no Teatro Opinião com direito a canja do Tim Maia, acompanhado pelo Azymuth e as irmãs Jussara e Jurema do Trio Ternura no vocal. O disco Sabor de Amor saiu pela Continental gravadora na época mais conhecida pelo elenco sertanejo e que trabalhou muito mal esse disco, mesmo assim teve músicas que tocaram no rádio como “Sabor de amor” e chegou a vender 20.000 cópias.
Em 1982 participou da gravação “Velho Camarada” com Fábio e Tim Maia num compacto do Fábio pela Odeon, dois anos depois outro compacto seu é lançado pela Som Livre e uma das suas músicas entra na novela da TV Globo, com o nome de “Livre pra voar” como principal tema romântico, a música é Novas Emoções.

Em 1989 contratado por uma nova gravadora a Esfinge, grava um novo álbum, na época o produtor americano Wayne Handerson (ex–integrante do Cruzaders e produtor do Brother’s Johnson e Janet Jackson) entusiasmado pelo som do Hyldon leva a fita para mixar nos USA nos seus estúdios, o resultado ficou excelente, o disco tem ainda uma participação do cantor americano Alfonz Jones e uma parceria de Hyldon e Paulo Coelho (uma das últimas músicas do mago e velho amigo) e claro um time de primeira, na época o Azymuth estava excursionando pela Europa então foram convocados; Picolé - bateria, Luisão Maia - baixo, Tutuca - teclados, Paulinho Guitarra - guitarra e violões, Cidinho, Chacal e Léo – percussão, Paulinho Trumpete e Bidinho - sopros.

No início da década de 90 gravou um disco com versões dos seus hits e algumas músicas para o exterior via o selo Leblon Records, o nome do álbum com tendências africanas Mo Ni ìsé Re - que em Yorubá quer dizer Eu te amo. Enquanto isso aqui com sumiço do dinheiro pela mágica do Presidente Collor, levou nosso artista a mudar seu foco para área infantil, produziu e dirigiu shows e discos do Seu Boneco personagem de Lug de Paula do programa da Escolinha do professor Raimundo - TV Globo. Essa bem sucedida experiência levou Hyldon a fazer outro trabalho que lhe rendeu muito sucesso e reconhecimento, um disco para Bebês, A Turminha do Bebê - Meu Primeiro CD lançado pela BMG Ariola com todas as músicas compostas e arranjadas por ele foram 80.000 cópias vendidas.

Em 1996 Kid Abelha grava e estoura novamente "Na Rua, na Chuva, na Fazenda", Hyldon participa do clipe que ganha vários prêmios e a Banda atinge a marca de 500 mil disco vendidos. No mesmo ano outra música sua volta aos primeiros lugares das Paradas, a música é “As dores do Mundo” que ganha uma nova versão da banda mineira Jota Quest.

No ano de 2002, o grupo Kid Abelha gravou o CD "Acústico MTV", no qual a banda interpretou com participação super especial de Lenine na música "Na rua, na chuva, na fazenda", e que se tornou um dos sucessos da carreira do grupo, levando novamente a Banda ao patamar de meio milhão de cópias vendidas.

Novos intérpretes têm redescoberto suas músicas Marisa Monte e Isabella Taviani cantam “Acontecimento”, Bandas novas como Vulgo Qinho e os Cara, FunkU, a Banda Iriê regrava “Vamos passear de bicicleta?”. Em 2002, refez o disco "Deus, a natureza e a música". O LP que havia sido lançado em 1976 como último disco de contrato com a gravadora, apesar de ter contado com músicos importantes na época: Oberdan Magalhães e Robson Jorge (ambos já falecidos) e ainda Banda Black Rio, Azymuth, Ed Maciel, Jorginho da Flauta, Chacal, Tony Bizarro, Cristóvão Bastos e as cordas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro regidas por Mário Tavares, o LP ficou um pouco aquém na qualidade técnica, isso era um obstinação do Hyldon que quase três décadas depois voltou ao estúdio para corrigir esses deslizes, refez bases, colocou vozes de novo em algumas músicas além de incluir três faixas-bônus: "Táxi pra Bahia", "Palavras de amor ao vento" e "Pelas ruas de Los Angeles", músicas que sobraram do seu primeiro disco e ele achou pesquisando o arquivo da Universal.

Neste mesmo ano, lançou o disco "O Vendedor de Sonhos" pelo seu selo com distribuição da Trama. O disco trouxe 11 composições inéditas, entre elas: "Alanis", "Sambafunk", "O prisioneiro" (com a participação do grupo Azymuth) e "Refém da solidão", letrada pelo poeta Jorge Salomão.

Em 2004 montou uma Banda chamada Zona Oeste e de lá pra cá não para de se apresentar por esse Brasil a fora, Hyldon tem curtido muito essa volta aos palcos e o contato dos fãs, os antigos que eram adolescentes quando ele surgiu e os novos que vieram através das releituras dos seus sucessos, no momento prepara DVD para ser gravado no início do ano e termina de escrever um livro sobre os anos 70 com lançamento previsto também para 2007 pela Editora Axcel. Ainda em 2005 a gravadora Universal Music, em comemoração aos 30 anos de lançamento do primeiro LP ("Na Rua, na Chuva, na Fazenda"), lançou uma caprichada edição comemorativa, com um super encarte contendo todas as letras, ficha técnica, fotos inéditas e o melhor, Hyldon escreveu as deliciosas histórias sobre cada uma das faixas e ainda recicla duas das músicas mais conhecidas em redizes do BossaCucaNova. O lançamento foi feito em quatro etapas entre outubro e novembro começou pelo Teatro Rival Petrobras - RJ, tendo como mestre de cerimônias e direção, o ator Antônio Pitanga. O show em clima de festa recebeu como convidados especiais Carlos Dafé, Sandra de Sá e Cláudio Zoli. Seguiu para Copacabana na Modern Sound, onde o convidado foi o cantor e velho camarada Fábio, depois foi para Lagoa no Mistura Fina onde recebeu seus amigos do Azymuth e Paulinho Trumpete e finalmente no Estrela da Lapa onde bandas da nova geração abriram à noite em homenagem ao mestre, Vulgo Qinho e os Cara, Limosine Negra e Funk U deram seu recado e Hyldon & a Banda Zona Oeste com seus onze integrantes, fecharam a noite com um show de Soul Music à brasileira espetacular, contando com a cumplicidade de um Estrela da Lapa lotado cantando, dançando e aplaudindo cada canção.

Mesmo sendo arredio às badalações, típico da sua maneira simples de ser, sua música sempre esteve presente nos últimos 30 anos em nossas vidas, seja na sua voz ou nas vozes de outros intérpretes como Luís Melodia, Carlos José, Sandra de Sá, Wanderléa, Marisa Monte, Caetano Veloso, Jorge Aragão, Tim Maia, Golden Boys, Christian & Ralf, Preta Gil, Jota Quest, Lenine, MV Bill e Kid Abelha, Ivete Sangalo só para citar alguns. Nos últimos anos vem aumentando o interesse no trabalho do Hyldon de novos artistas e um publico mais jovem têm comparecido aos seus shows e comprado seus discos, esse fenômeno de misturas de gerações pode ser comprovado em suas apresentações. Hyldon tem diversas canções em novelas, peças de teatro, espetáculos de dança (Deborah Colker) e filmes como “Cidade de Deus”, “Carandiru”, “Durval Discos”, “Homem do Ano”, “Paraíso Proibido” e Antonia (de Tata Amaral).

No momento, Hyldon trabalha na divulgação do seu novo CD “Soul Brasileiro”, com participações de um time maravilhoso de artistas tais como: Carlinhos Brown, Chico Buarque, Zeca Baleiro, Roberto Frejat, Jorge Vercillo, Carlinhos Vergueiro, Dalto, Tunai, Carlos Dafé, Zé Menezes, Karla Sabah, Alessandra Verney, Zé Américo, num total de 35 pessoas, divididas pelas 14 canções inéditas do CD.

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FONTE: www.hyldon.com.br/